Serviço de imunização em farmácias e drogarias é aprovado por (52%) em pesquisa

A apresentação dos resultados da pesquisa nacional sobre os hábitos de vacinação dos brasileiros lotou o salão do Abrafarma Future Trends nesta quarta-feira, dia 30. Conduzido pelo Ibope Inteligência a pedido da entidade, o levantamento foi realizado no período de 2 a 8 de agosto deste ano com 2 mil pessoas e revelou que mais da metade dos entrevistados (52%) aprova a implementação do serviço de imunização em farmácias e drogarias.

Além disso, 81% demonstraram plena segurança em tomar vacina nesses estabelecimentos. Quando perguntados sobre quais os locais para tomar vacina, 93% mencionaram o posto de saúde; 29%, o hospital; 29%, as clínicas de imunização; 11%, as farmácias; e 1%, outros lugares.

A pesquisa também constatou um alto nível de desinformação em relação à imunização – somente três em cada 10 entrevistados sabem que existe em torno de 50 tipos de vacinas que previnem mais de 20 doenças imunizáveis. Considerando que o preço médio de uma vacina contra gripe e H1N1 custa em torno de R$ 120 nos centros de imunização particulares, a pesquisa mostrou que 81% pagariam até R$ 70 nas farmácias; 13% estariam dispostos a desembolsar de R$ 70,01 a R$ 90; 4% de R$ 90,01 a R$120 e 2% pagariam acima de R$ 120.

“A pesquisa revela que o conceito de vacinação em farmácias foi muito bem aceito e valorizado pela população, mesmo por quem tem o hábito de se vacinar gratuitamente nos postos de saúde”, ressalta Sergio Mena Barreto, presidente executivo da Abrafarma.

Para Márcia Cavallari Nunes, CEO do Ibope, o maior desafio está relacionado a alguns mitos, como a não necessidade de tomar a vacina se a doença já foi erradicada, a possibilidade de o organismo combater as doenças naturalmente sem precisar de vacina, ou mesmo que elas podem fazer mais mal do que bem para a saúde. “É preciso investir na educação do usuário. Ou seja, a ampliação desse mercado dependerá da capacidade das redes de empoderar o farmacêutico para que ele possa atender bem e explicar ao consumidor a importância da imunização, o motivo e o tipo de vacina que ele deve tomar”, finaliza.

Fonte: www.panoramafarmaceutico.com.br